O que faz um Sindicato de Empresas de Ônibus, como o Setrerj?
O Setrerj representa 30 empresas de ônibus de sua base territorial, que compreende cinco municípios. O papel do Setrerj é representar o interesse dessas empresas perante a sociedade e estimular o desenvolvimento do transporte rodoviário por ônibus nesses municípios.

Por que costuma se dizer que as empresas de ônibus operam em um regime de permissão?
Porque o serviço é permissionado pelo governo. Ou seja, as empresas não são “donas” do serviço, nem das linhas. Apenas operam sob permissão do governo.


Quem define as tarifas, as linhas e os itinerários dos ônibus?
É o Poder Concedente local. No caso das linhas municipais, são as secretarias municipais de transporte, vinculadas às Prefeituras Municipais. Já nas linhas intermunicipais, são órgãos, como o Detro/RJ, subordinado a Secretaria de Estado de Transportes.


Precisamos de uma nova linha de ônibus, que atenda a nossa comunidade. A quem devemos apresentar
a sugestão?

A sugestão deve ser apresentada à Prefeitura, ou ao órgão responsável pelo transporte no seu município, que pode ser a Secretaria Municipal de Transportes, e que deverá fazer estudos e pesquisas para levantar a necessidade e a viabilidade do atendimento.


Como são definidas as tarifas dos ônibus?
As tarifas são calculadas pelos governos a partir de uma planilha em que são considerados diversos fatores, como o salário dos rodoviários, o preço do óleo diesel e dos pneus, o preço dos ônibus, os gastos com oficina, os impostos, a quilometragem percorrida pelos ônibus e a quantidade de passageiros que pagam a passagem, entre outros.

Quem tem direito a viajar de graça nos ônibus?
Têm direito à gratuidade os estudantes da rede pública de ensino fundamental e médio, os idosos e as pessoas portadoras de deficiência.


Quem paga as passagens das pessoas que viajam de graça?
O preço das passagens é o resultado da divisão do custo do transporte pela quantidade de passageiros que pagam. Portanto, quanto menos pessoas pagarem, maior será o valor das passagens.


Percebi que existem lugares reservados nos ônibus. Quem tem direito a sentar neles? Posso sentar-me
ali também?

Os lugares são reservados preferencialmente para idosos, deficientes físicos e senhoras grávidas. A propósito, as senhoras grávidas podem embarcar pela porta da frente, mas devem pagar a passagem. Os demais passageiros não estão impedidos de sentar naqueles lugares. Apenas devem ceder o lugar para quem tem direito, quando for necessário.

É permitido fumar dentro do ônibus?
Não é permitido fumar dentro do ônibus. Conforme a legislação estadual e/ou municipal, o motorista deve pedir auxílio policial no caso de não ser atendido no pedido para que o passageiro pare de fumar.


Posso utilizar vale-transporte de qualquer valor para pagar a passagem?
O Vale Transporte é um benefício trabalhista que tem o objetivo de evitar que o trabalhador gaste mais de 6% do seu salário com transporte. Portanto, o valor do Vale Transporte que o patrão tem obrigação de dar ao empregado é o mesmo valor da tarifa do transporte necessário para o deslocamente casa-trabalho-casa. Se o empregado informa valor maior da tarifa, será considerado má-fé. Em resumo, não há obrigação de receber vale-transporte de valor superior ao preço da passagem. Ou seja, você não receberá troco em caso de pagar a passagem com vale transporte com valor superior ao da passagem.


As empresas de ônibus fazem algum trabalho para minimizar os danos ao meio ambiente?
Hoje, as empresas de ônibus do Estado do Rio de Janeiro participam de projetos com o objetivo de racionalizar o uso de combustível e reduzir significativamente a emissão de poluentes pelos motores dos ônibus.


O idoso que usa gratuidade pode embarcar apenas com a carteira de identidade?
Não, hoje já existem decisões do STJ e de outros Tribunais Regionais garantindo às Empresas operadoras o direito ao controle de acesso de seus clientes. O sistema de embarque é todo processado por uma tecnologia de bilhetagem eletrônica, operada pelas Empresas, cujo não pagamento deve ter a sua contrapartida de um cartão de gratuidade que libere o seu acesso ao interior do veículo. Por outro lado, exigir que o idoso ingresse pela porta de saída do veículo, representaria um retrocesso na política de equiparação do idoso a qualquer outro cliente que segue a um fluxo de acesso, utilizando a roleta, como pagante do serviço. Observe que o direito ao transporte é garantido e não estará sendo cerceado ao se exigir a apresentação do RioCard Senior.  


O estudante que usa gratuidade pode embarcar sem uniforme?
A exigência legal para a caracterização do estudante é exatamente estar uniformizado e portando o seu “RioCard Escolar”, dentro do seu horário/turno escolar.


Por que alguns carros possuem ar condicionado e outros não?
Existem serviços especiais que estimulam o cliente a deixar o seu carro em casa, com tarifas diferenciadas e/ou dependem da política de transporte, prerrogativa  do Poder Concedente local.


Por que o custo da passagem é igual em curtas e longas distâncias?
A decisão do modelo tarifário é do Poder Concedente. Na maioria dos modelos existe a tarifa única para todo o município, tanto nas linhas "curtas", quanto nas "mais longas". Em uma concessão de transporte público, algumas linhas são rentáveis e outras são deficitárias, são as chamadas linhas sociais, e o conjunto delas é que torna o negócio viável. O modelo de tarifa quilométrica é injusto na medida em que pune aquele usuário que mora mais distante e necessita do transporte coletivo para o seu deslocamento.


Por que alguns pontos não têm manutenção e infraestrutura mínima de conforto para os passageiros?
A competência da gestão do mobiliário urbano é das Prefeituras Municipais, responsáveis pela sua implantação e manutenção, inclusive das calçadas e condições das avenidas e pistas seletivas, por onde trafegam os transportes coletivos.


Por que em alguns carros o motorista precisa dirigir e cobrar a passagem? Não é perigoso?
Em muitas linhas, onde o uso do bilhete eletrônico no pagamento das passagens é elevado e a característica do serviço apresenta um fluxo de embarque e desembarque  de baixa intensidade, o motorista fica responsável pela cobrança da passagem daqueles clientes eventuais que venham a utilizar o serviço. Todos os profissionais são rigorosamente treinados a exercer as referidas atividades: dirigir e cobrar, de forma  não concomitante. O ônibus só pode ser colocado em movimento, depois de recepcionar o cliente e promover o recebimento e troco do valor da passagem.  


Todos os carros da área do Setrerj possuem acessibilidade?
Com certeza, toda a frota em operação nas 30 Empresas do SETRERJ obedecem aos padrões de acessibilidade determinados pela legislação federal  pertinente ao assunto. Atualmente, nenhuma Empresa consegue incorporar um novo veículo à sua frota, que não atenda às condições previstas em Lei.


Quais passageiros deverão passar pela validação da digital?
Todos os usuários da gratuidade, das regiões de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Tanguá. Devem ter a biometria cadastrada: idosos, estudantes da rede municipal, federal e estadual de ensino e pessoas com deficiência ou doença crônica.


 Existem casos em que os passageiros da gratuidade não passarão por esse processo?
Sim, será dado o status de contingência a estes clientes, ou seja, eles representam exceções à regra. São pessoas com alguns tipos de deficiência, que tiveram algum problema na coleta, ou que fizeram a coleta, porém não podem realizar o reconhecimento biométrico. Mas isso será definido a partir do comparecimento do beneficiário no posto de cadastramento.


 Como ocorre o cadastramento biométrico?
São solicitadas digitais de até quatro dedos diferentes, para o sistema identificar a melhor que será solicitada pelo validador. Realizado o cadastramento biométrico, o passageiro terá a oportunidade de “treinar” e “exercitar” a utilização do finger, em espaços criados com tal objetivo.


 Existe quantidade de tentativas para validar a digital?
Caso ocorra algum erro na validação, o cliente tem mais uma tentativa para validar a digital do mesmo dedo. O validador permite duas tentativas por dedo para repetir a operação, ou seja, podem ser solicitados até dois dedos, com duas tentativas para cada dedo.


 Com esse novo procedimento, as regras do cartão permanecem as mesmas?
Sim. O cartão continua sendo solicitado na operação, e as regras para sua utilização permanecem as mesmas.


 A Biometria irá substituir o cartão? 
Não. O reconhecimento biométrico nos ônibus será complementar a utilização do cartão.


 No caso de pessoas com deficiência e que possuem cartão com acompanhante, estas precisam cadastrar suas digitais? 
O cadastro da digital é somente para a pessoa com deficiência, ou seja, o acompanhante não tem a biometria cadastrada. O usuário precisará validar a digital e, em seguida, o acompanhante apresentará o cartão no validador e aguardará a liberação do cobrador.



 
Twitter Facebook